quinta-feira, 11 de abril de 2013

Letícia Spiller: "Sou a responsável pela minha felicidade"


Letícia Spiller, a Antonia de Salve Jorge, poderia ter sido só a ex-Paquita, só a loira gostosa, só a coadjuvante. Mas quis mais. Muito mais. Decidiu trilhar o próprio caminho para o sucesso e se reinventar o tempo todo para criar a sua maneira de ser feliz - sempre!


Ela poderia ter sido só Paquita...
Você deve ter comprado discos das Paquitas e morrido de inveja do cabelo da Pituxa Pastel, o codinome de Letícia naquela época. Ela tinha só 14 anos quando foi escolhida para ser uma das ajudantes de Xuxa. "Tudo era mega: a responsabilidade e o assédio. Uma vez, em um show, os fãs arrancaram pedaços das nossas roupas, a minha ombreira foi para o espaço! Mas eu era uma das mais velhas, precisava manter o controle." Aliás, essa é uma das especialidades de Letícia. "O mundo pode desabar, mas eu dou um jeito de continuar calma." Não que seja fácil. Quando os holofotes acendem, muitos se tornam pessoas difíceis, mas o turbilhão da fama não pegou Letícia. "No começo, há um deslumbre. Mas eu mantinha foco porque meu objetivo sempre foi ser atriz." Certamente é por causa dessa força de vontade que ela foi a única ex-Paquita que se estabilizou de verdade.
...mas quis mais
Letícia sabia que a fantasia de Paquita não duraria muito em seu guarda-roupa. ?Foi um degrau fundamental para minha carreira, mas com data de validade: eu iria crescer e não teria mais o perfil, ou o programa mudaria de formato.? Por isso, ela se reinventou. O problema é que ela queria mostrar que era mais do que Paquita e ouvia comentários maldosos, gente dizendo que nunca conseguiria se desvincular da imagem de programa infantil. ?Eu sofria porque era muito crítica comigo. Mas me enfezei e decidi provar meu valor.?


Ela poderia ter sido apenas a loira sexy...
A primeira grande personagem de Letícia foi Babalu, a manicure da novela Quatro por Quatro. O que pouca gente sabe é que o papel que a lançou na carreira de atriz não deveria ser dela, que só foi escalada depois da desistência de Adriana Esteves. Por causa da Babalu, Letícia se firmou de vez como uma atriz competente. Por causa da Babalu, conheceu seu primeiro marido, o ator Marcello Novaes, seu par romântico na novela. ?Era natural ficar com alguém do trabalho porque eu não caio na balada e não sei paquerar! Ficamos amigos e nos apaixonamos.? Aquela velha história de que a realidade imita a ficção.
...mas se reinventou
Depois de um papel marcante, seria fácil continuar na zona de conforto e se tornar uma atriz de um personagem só. ?Para evitar isso, fiz de tudo. Talvez poucas mocinhas. Mas não faço tanta questão.? Calma, não é que ela odeie as boazinhas. Afinal, hoje está mergulhada na Antonia, que tem um ótimo coração e sofria nas mãos do marido controlador. O que pega é que a personalidade de Letícia é semelhante à das mocinhas. Não, ela não se deixa passar para trás. Mas possui os traços clássicos desse tipo de personagem: acredita nas pessoas, sempre enxerga o lado bom e é conciliadora. ?Viver papéis que não têm nada a ver comigo é o melhor exercício de autoconhecimento, pois aprendo a lidar com sentimentos que são distantes de mim.? Também foi para não ficar marcada como a gostosona que ela não aceitou (e continua não aceitando) os convites para posar nua. É uma decisão de carreira. Porque Letícia está sempre dando um jeito de romper com os rótulos que tentam colar nela.


Ela poderia ter pirado com um divórcio...
Quando você é uma celebridade, casada com um famoso e forma um dos pares mais queridos do Brasil, não é simples terminar. Mas isso aconteceu, depois de 12 anos, com Letícia e Marcello. Não teve traição, barraco, nada. Da série: o amor se transformou em amizade. ?Concordamos que era o momento de nos separar. Mas tudo com muito respeito, porque nós nos adoramos e temos um filho juntos.? O que doeu mais foi não conseguir manter o rompimento longe dos holofotes. As fofocas bombaram e os paparazzi perseguiam os dois.
...mas conseguiu superar
Mesmo meio balançada emocionalmente, Letícia deu um jeito de se blindar - e faz isso até hoje. ?Posso ficar chateada na hora, mas não deixo fofocas estragarem o dia. E prefiro quando os paparazzi são invisíveis. Se eles se escondessem, eu seria tão mais feliz!? O melhor é que, depois de tudo, ela e Marcello continuam amigos. Ele até frequenta a casa dela! ?Juro que não existe segredo: quando duas pessoas se respeitam, é natural manter o contato.?

Leticia Spiller Letícia Spiller comemora boa fase na carreira e no amor
Foto: Revista NOVA


Ela poderia ter tido medo de se apaixonar de novo...
Depois de tanto tempo ao lado de uma pessoa, é claro que a gente fica com receio de se envolver. Além de tudo, Letícia é o tipo de mulher que se sente mais feliz quando está ao lado de um homem. Ela até curtiu a vida de solteira, mas sabia que, uma hora ou outra, voltaria a amar. ?Eu adoro a sensação de ter alguém ao meu lado, me dando apoio.?
...mas resolveu se jogar
E o tal cara apareceu em 2009, quando ela participou do filme O Gerente. Nos bastidores, conheceu o atual marido, Lucas Loureiro, diretor de fotografia. O mais curioso é que foram só dois dias de filmagem. No começo, ela se sentiu insegura, lógico. ?Dá aquele frio na barriga, mas eu fiquei tocada pelo Lucas. Sabe aquela música do Roberto Carlos, Esse Cara Sou Eu? Então, esse cara é o Lucas!? Além de encher Letícia de mimos, ele respeita as escolhas dela. Bem diferente do que acontecia com a Antonia, que vivia com um marido carrasco. Letícia nunca ficaria com um tipo desses. ?Não sou uma mulher castrada, sem opinião. Sou livre no campo.? Livre, sim. Inclusive entre quatro paredes. ?Beijo o Lucas todos os dias e não preciso de fantasia para despertar a libido. Já disseram até que eu uso chapéu de Paquita para apimentar o sexo. Nada a ver! Me banco sozinha na cama.? Só uma coisa a faz brochar: perder a admiração por um homem. Se isso acontece, já era.


Ela poderia ter caído na crise dos 30...
Quando era mais jovem, Letícia sofria horrores. Sofria porque queria ser a atriz perfeita. Sofria porque ouvia críticas. Sofria porque tinha vontade de agradar. ?Me sentia uma fraude às vezes. Achava que fazia tudo errado e pirava quando via minhas cenas.? Ela percebeu que estava se cobrando demais quando conversava com os outros atores e eles diziam que sabiam que nem sempre o trabalho sairia perfeito e que o segredo era relevar.
...mas escolheu ser feliz
Ela passou a ser mais leve depois de uma crise importante: a dos 30. ?Aos 29, pensei: ?Estou ficando velha e tem tanta coisa que eu ainda quero fazer. Será que vai dar tempo?? Aí percebi que, se me criticasse, não aproveitaria a vida.? Quando isso ficou claro, ela relaxou. Parou de levar as cobranças (dela e dos outros) tão a sério e guardou só o lado positivo das críticas. E criou seu mantra: ?Eu sou a responsável pela minha felicidade!?

Os comentários são pessoais e não refletem a opinião do MdeMulher.


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